Pólipo de Vesícula
O pólipo da vesícula biliar é uma lesão da parede interna que se projeta para o interior do órgão. Podem ser benignos ou malignos.
Os benignos são na sua maioria formados por colesterol ou decorrentes de processos inflamatórios. O maligno é o carcinoma da vesícula biliar.
Geralmente não causam sintomas e sua relação com sintomas de má digestão não está bem estabelecida.
O diagnóstico é feito pela ultrassonografia e a conduta depende basicamente do aspecto do pólipo nesse exame. Pólipos menores que 1 cm e não associados à presença de cálculos na vesícula possuem indicação relativa de cirurgia e podem ser acompanhados com ultrassom a cada 4-6 meses por 2 anos, e depois desse período o exame deve ser realizado anualmente. Se em algum desses exames houver aumento do tamanho ou do número de pólipos, estará indicado o tratamento cirúrgico. Em caso de associação com pedra na vesícula, mesmo os pólipos menores de 1 cm também tem indicação cirúrgica.
Pólipos maiores que 1 cm, associados ou não à presença de cálculos no órgão, requerem tratamento cirúrgico, devido à maior possibilidade de se tratar de um pólipo precursor do câncer.
Tratamento
O tratamento cirúrgico consiste na colecistectomia, isto é, a retirada da vesícula biliar, que pode ser por laparoscopia. É a cirurgia do aparelho digestivo mais realizada no mundo e é um procedimento muito seguro, possuindo baixíssimo índice de complicações, realizada preferencialmente por laparoscopia.
Após a cirurgia, o fígado passa a assumir o papel da vesícula no armazenamento e distribuição da bile, havendo uma rápida adaptação do organismo na maioria dos casos. Pouco ou nada muda na rotina do paciente após a retirada da vesícula, existindo uma certa tendência às fezes ficarem mais amolecidas, porém é extremamente raro que ocorra diarréia cronicamente.
A cirurgia é realizada em centro cirúrgico, sob anestesia geral. Na técnica por videolaparoscopia há a necessidade de se insuflar gás carbônico (CO2) dentro da cavidade abdominal (pneumoperitônio) para que haja a visualização adequada das estruturas e as pinças possam se mover sem riscos de causar alguma lesão.
O paciente volta a alimentar-se e a deambular no mesmo dia da cirurgia e geralmente recebe alta no dia seguinte. Alguns pacientes podem ter dor que irradia para o ombro (como consequência de pneumoperitônio residual após o término da cirurgia), dor na cicatriz umbilical, sensação da barriga estufada, náuseas e raramente vômitos.
Essas eventualidades são tranquilamente controladas por medicamentos sintomáticos e tendem a melhorar nas primeiras 24 a 48 horas.
Recomenda-se que o paciente não come alimentos gordurosos nem doces nos primeiros 10 dias para evitar de ter cólica e diarreia. Esforço físico como esportes, ginástica e academia são liberados cerca de 30 dias após a operação.